A História da Impressão Gráfica
A invenção da imprensa só foi possível pela invenção e refinamento das técnicas de fabricação de papel na China ao longo de vários séculos. Muito antes de Gutenberg, as inovações chinesas nas tintas, impressão xilográfica e impressão com caracteres móveis de argila, já tinham prestado a sua contribuição para a divulgação da palavra impressa, verificando-se assim um grande impacto pela fácil adaptação dos 26 caracteres do alfabeto latino a essa tecnologia. As rápidas mudanças culturais na Europa do século XV estimularam uma crescente procura de documentos escritos mais baratos. Durante séculos os monges copistas garantiram a manutenção e a reprodução de textos sagrados, o mundo secular criou a sua própria versão de copista criando um novo posto de trabalho mas apesar do crescente aumento, não conseguiam dar resposta à crescente procura comercial de livros. Gutemberg pressentiu a necessidade de uma tecnologia que pudesse dar resposta a estes problemas, para tal, inventou a prensa de tipos móveis. Sua técnica consistia em esculpir na extremidade de uma haste de aço, letras, números e sinais ; posteriormente, golpeava-se estas hastes com um martelo contra um metal mais mole (ex.chumbo). Os espaços vazios que se formavam no chumbo serviam de molde que eram cheios com estanho fundido, obtendo-se as letras, números e sinais (tipos). Após a confecção dos tipos, usava-se os mesmos em um processo lento e vagaroso para formar linhas e conseqüentemente páginas inteiras possibilitando a impressão. O conjunto de caracteres, letras maiúsculas e minúsculas, sinais de pontuação e números feitos do mesmo tamanho e estilo, chamou-se tipo. Esta técnica de imprimir com tipos móveis chamou-se tipografia. Havia ainda a vantagem no uso destes tipos de metal fundido, pois os mesmos podiam ser usados para imprimir muitos textos diferentes.
A técnica foi aperfeiçoada no século XI, com ensaios de impressão por meio de caracteres móveis, só que de terracota. Problema: eles não podiam ser reutilizados, o que tornava o sistema caro e trabalhoso. Entre 1041 e 1048, os caracteres foram aprimorados pelo chinês Bi Sheng, ferreiro e alquimista. Mas o custo elevado e a necessidade de mão de obra numerosa continuaram a atrapalhar o desenvolvimento dessa forma de imprimir. Quase 200 anos depois, a Coreia tomou a dianteira no processo, já com incentivo público. Os caracteres móveis metálicos se disseminaram, e, em 1377, foi publicado o primeiro livro impresso nesse padrão. Diferentemente dos demais países, o governo local seguiu atento ao potencial do invento. No século XV, o rei coreano Htai-Tjong investiu pesadamente na ideia e promulgou um decreto cujo texto é uma homenagem à informação: “Para governar, é preciso propagar o conhecimento das leis e dos livros de modo a satisfazer a razão e endireitar o coração dos homens. Quero que se fabriquem caracteres de cobre que sirvam para a impressão, a fim de ampliar a difusão de livros: será uma vantagem sem limites”. Tjong talvez não soubesse na época quanto estava certo. Os europeus simplesmente não se interessaram pela revolução em curso na Ásia. Tomaram conhecimento das novas técnicas por meio de impressos, trazidos por mercadores. Nem mesmo Marco Polo, tão encantado com o dinheiro-papel que observou na China, chegou a indagar acerca de sua impressão feita com pranchas gravadas. Nesse ponto surgiu o alemão Gutenberg, dito inventor da imprensa, mas na verdade um homem que aperfeiçoou de maneira decisiva a arte asiática. Ele desenvolveu os caracteres móveis de chumbo, que podiam ser utilizados indefinidamente, além de uma nova tinta de impressão e a prensa de imprimir. Com isso, mudou definitivamente o mundo, em todas as suas dimensões: política, econômica, social e religiosa. Por sua enorme contribuição, Gutenberg pode ser chamado de pai da tipografia moderna. O primeiro fruto de seu trabalho foi uma bíblia impressa em Mogúncia, entre 1425 e 1456. Foi o primeiro livro produzido na Europa com a ajuda de caracteres móveis, com tiragem de 180 exemplares. Ainda existem 48 conservados, em museus e bibliotecas mundo afora. Em 1796, o austríaco Alois Senefelder inventou um outro processo para reprodução de textos em papel chamado de litografia. Sua técnica consistia em gravar com tinta gordurosa em uma pedra polida, depois pressionar o papel contra ela usando uma prensa, obtendo então a reprodução do texto. Mais tarde, a pedra foi substituída por placas metálicas. Anos mais tarde, Friedrich Koenig inventou o entintamento automático por meio de rolos que espalhavam a tinta sobre as letras metálicas. O processo de troca de papel para impressão exigia muito esforço, pois era preciso mover as pesadas alavancas da prensa. Em 1803, o impressor Friedrich Koenig desenvolveu a impressão cilíndrica, que usava dois cilindros para levar o papel até a prancha de impressão.
Em 1884, Otto Mergenthaler inventou a linotipia. Esta invenção significou um excepcional avanço para a imprensa, já que cada peça de metal, em vez de formar uma única letra, continha todas as letras de uma linha. Outro grande passo rumo a modernização foi a estereotipia ou clichê adaptável, pois possibilitava a confecção de páginas completas para impressão.
O alemão Johannes Gutenberg (c. 1400-1468) não inventou, mas sim “reinventou” a imprensa no século XV. A técnica de imprimir com caracteres móveis é, na verdade, asiática, e muito mais antiga. Tudo começou com a criação do papel, obra de chineses no ano 105 da era cristã. O novo material abriu caminho para uma produção, ainda artesanal, de maior número de livros, que se tornaram práticos para manusear e muito mais baratos. Já existiam a gravura em pedra e a cópia manual. Surgiu, então, a xilografia, praticada principalmente na China e, depois, na Coreia e no Japão do século VII. Os orientais usavam uma prancha de madeira para gravar imagens e textos, que podiam ser reproduzidos por estampagem.
Tais invenções permitiram aumentar a velocidade das impressões em série, a razão de mil folhas por hora, considerada alta produtividade para a época. Desde então os avanços não pararam, foram inventados novos acessórios e chegamos a técnica de impressão off-set, técnica que evoluiu diretamente da litografia. Nos últimos anos, as aplicações do raio laser nas artes gráficas foram responsáveis por progressos consideráveis. Nas técnicas fotoeletrônicas atuais, as partículas de tinta aderem ao papel graças a forças de atração elétrica, foi criado assim a fotocopiadora que posteriormente aprimorada e conectada aos computadores criou a impressão digital.
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